A.A.A.
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Fenther – Francisco, motivado para o arranque de mais um novo passo?
Fenther – Um passo de gigante?
"Neste momento
confesso que sinto uma certa “dissonância cognitiva” quanto ao meio musical – não
tenho sequer bem claro como é que as pessoas ouvem música nos dias de hoje."
Fenther – Cinco anos de espera... Foi pensado para ser assim? Ou só agora sentiste que este
álbum estava preparado para ver a luz do dia?
Fenther – Novamente as mãos de Paulo Miranda passaram pela produção de um disco teu.
O Paulo é já um membro da família?
Fenther – E o Pedro Oliveira?
"É sempre entusiasmante o momento em que tornamos público um disco."
Fenther – Porquê "A Rose is A Rose is A Rose"? Há razões?.
Fenther – Como te sentes ao sexto registo no meio da musica nacional? Há coisas boas a
acontecer ou paramos no tempo?
Fenther – Para além dos nomes referidos em cima, quem são os convidados deste disco?
Fenther – Vão estar contigo em palco?
Fenther – Que palcos vais pisar para apresentar este "A Rose is A Rose is A Rose"?
Fenther – Continua a ser impossível viver apenas e só da musica em Portugal?
Fenther – Um filme Francisco?
Fenther – Um Disco?
Fenther – Um livro?
Fenther – Mensagem final...
Vitor Pinto

"A Rose is a Rose is a Rose" foi o mote para a conversa com Francisco Silva.
Francisco Silva – Sim, é sempre entusiasmante o momento em que tornamos público um disco.
Francisco Silva – Não, é um passo mais, à dimensão das minhas pernas. A mim parece-me, pelos
resultados, um passo sólido, mas Old Jerusalem não dá passos de gigante, parece-me.
Francisco Silva – Foi, para o ritmo que vinha adoptando, um período de espera longo. Não foi um
“pousio” deliberado ou estratégico, mas a forma como decidi fazer este disco assim o
acabou por exigir, por questões de conciliação de agenda com outros músicos,
essencialmente.
Francisco Silva – É quase, sim! Da “família musical” de Old Jerusalem, seguramente, e ao longo do
tempo tornou-se um amigo bem para lá da actividade estritamente musical.
Francisco Silva – O Pedro Oliveira é já o músico mais perene de Old Jerusalem, é também já muito “da
casa”. É um excelente músico, com um vocabulário que se adequa muito bem às minhas
canções, e é um dos poucos que integram o meu “conselho consultivo” particular – a
opinião dele conta. Tornou-se também um amigo que prezo muito para lá da actividade
musical, o que ajuda muito a comunicação.
Francisco Silva– É uma referência recolhida originalmente de um poema da Gertrude Stein mas que
decidi usar pelas ligações ao princípio filosófico da identidade – uma coisa é o que é, A
é A, que tem implicações interessantes a vários níveis, incluindo o estético.
Francisco Silva – Parados no tempo não estamos, se há coisa que não falta é movimento. Isso gera uma
certa disrupção a vários níveis, e é particularmente sentida no meio musical, em
particular na indústria musical. O meio funciona com base em parâmetros distintos dos
que conhecíamos e a sua natureza é portanto também muito distinta. Neste momento
confesso que sinto uma certa “dissonância cognitiva” quanto ao meio musical – não
tenho sequer bem claro como é que as pessoas ouvem música nos dias de hoje.
Francisco Silva – Este disco contou com os contributos do Filipe Melo (piano e arranjo de cordas), do
Nelson Cascais (contrabaixo), do Luís Ferreira e da Petra Pais (dos Nobody’s Bizness)
num par de temas, e do quarteto de cordas da Ana Cláudia Serrão, Ana Filipe Serrão,
Joana Cipriano e Ana Pereira.
Francisco Silva – Não, a banda ao vivo será totalmente diferente da que gravou o disco, com excepção do
Pedro Oliveira.
Francisco Silva – Isso iremos vendo ao longo do tempo, os contactos para concertos estão a decorrer.
Neste momento iremos apresentar o disco em Abril, em Lisboa, na ZDB, no Porto, no
Maus Hábitos e em Barcelos, no Teatro Gil Vicente. Depois passaremos seguramente
por outros locais, alguns já definidos, outros quase, outros em contactos…
Francisco Silva – Para mim, tal e como tem funcionado Old Jerusalem, sim.
Francisco Silva – O último que vi foi o “Hotel Transylvania” com os meus filhos.
Francisco Silva – Os últimos que comprei foram “Death is this communion” dos High on Fire e o
“Cubist’s blues” do Alan Vega, Alex Chilton e Bem Vaughn.
Francisco Silva – O último que comprei foi o de “Collected poems” do Jack Gilbert.
Francisco Silva – "The meaning of anything is merely other words for the same thing. After all, a rose is a
rose is a rose. That's not bad.” (Calvero, personagem interpretado por Charlie Chaplin
no seu filme Limelight, de 1952)
